| Bem-vindo ao Mundo das Metáforas | ||||||||
| Inicial | Pesquisar | Lista | Crianças | Livros | Educação | Literatura | Links | |
|
Fica numa prateleira no alto do armário. Já foi uma caixa de sapatos enfeitada para o Dia dos Pais, um presente da minha filha mais velha. Dentro dela, papel cartão rosa, vermelho e branco, desenhos e colagens com três tipos de macarrão, jujubas e confeitos - tudo aquilo grudado com um exagero de cola branca. A caixa de sapatos está enrugada e mofada onde as jujubas e os confeitos derreteram. Está grudenta em alguns lugares. Mas é um repositório de relíquias da infância dos meus filhos. Se levantar a tampa, você vai entender por que a guardo. Em folhas dobradas e desbotadas de bloco pautado, agora frágeis, estão as palavras: "Oi, papai", "Felis Di dos Pais" e "Ti amo". No fundo da caixa, colados, vinte e três corações feitos de miçangas. Com seus rabiscos, cada um dos três escreveu o nome. É o produto do amor em seu estado mais puro e verdadeiro. As crianças agora são adultas. Ainda me amam, embora tenham dificuldade, às vezes, de demonstrar. O amor se complica com a idade e o conhecimento. É amor, sim, mas não é simples. Não é uma coisa que se poderia colocar numa caixa de sapatos. Ninguém sabe que aquele presente antigo e grudento está lá. De vez em quando eu o desço do armário e abro a caixa. É uma coisa em que posso tocar, segurar e acreditar, agora que não há mais bracinhos ao redor do meu pescoço. É o meu baú do tesouro. E ele significa amor. Quero que o enterrem comigo. Quero levá-lo aonde quer que eu vá. Robert Fulghum |
|
|
Aproveite para enviar a metáfora para um amigo clicando aqui! | www.metaforas.com.br |
|
|
|
|
|
|
|