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Era uma vez, um Rouxinol que vivia em um jardim. No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs. Na janela, um jovem, comia pão, olhando as belezas do jardim. Sempre deixava cair farelos de pão, sobre a janela. O Rouxinol, comia os farelos,acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele. Assim criou um grande afeto, pelo jovem que se importava em alimentá-lo, mesmo com migalhas. O jovem um dia se apaixonou. Ao se declarar a sua amada, ela
disse que só aceitaria seu amor, se como prova, ele desse a ela, na
manhã seguinte, uma Rosa vermelha. O jovem, percorreu todas as
floriculturas da cidade, sua busca foi em vão, não encontrou nenhuma
Rosa para ofertar a sua amada. Triste, desolado, o jovem foi falar
com o jardineiro da casa onde vivia. O jardineiro explicou a ele,
que poderia presenteá-la com Petúnias, Violetas, Cravos, menos
Rosas. Elas estavam fora de época, era impossível consegui-las,
naquela estação.O Rouxinol, que escutara a conversa, ficou
penalizado pela desolação do jovem, teria que fazer algo para ajudar
seu amigo, a conseguir a flor. Quando escureceu, o Rouxinol, se emaranhou em meio a uma roseira, que ficava frente a janela do jovem. Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre, precisava caprichar na formação da flor.Um grande espinho, começou a entrar no peito do Rouxinol, quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito. O rouxinol não parou, continuou seu canto, pela felicidade de um amigo, um canto que simbolizava gratidão, amizade. Um canto de doação, mesmo que fosse da própria vida! Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue, que foi se acumulando sobre o galho da roseira, mas ela não se deteve nem se entristeceu. Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais
linda Rosa vermelha, formada pelo sangue da ave, nem questionou o
milagre, apenas colheu a Rosa. Moral da história: Cada um, dá o que tem no coração, Adaptação de um conto de Oscar Wilde por Lady Foppa
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